A CELEBRAÇÃO DA VIDA
ATOS 16. 20-34
20 e, levando-os aos pretores, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbam a nossa cidade,
21 propagando costumes que não podemos receber, nem praticar, porque somos romanos.
22 Levantou-se a multidão, unida contra eles, e os pretores, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas.
23 E, depois de lhes darem muitos açoites, os lançaram no cárcere, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança.
24 Este, recebendo tal ordem, levou-os para o cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco.
25 Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam.
26 De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos.
27 O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas do cárcere, puxando da espada, ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido.
28 Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos!
29 Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas.
30 Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo?
31 Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.
32 E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa.
33 Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus.
34 Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus.
A celebração da Ceia é uma das mais lindas tradições deixadas por Jesus. A ceia não é apenas a memória da morte de Jesus, mas, principalmente, a celebração da vida.
Em 1 Coríntios 11. 26 diz:
26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.
A primeira parte deste versículo fala da memória da morte e a segunda parte fala da esperança da vida. A expressão “até que ele venha” afirma a ressurreição e a segunda de Cristo para nos levar para a Glória.
Celebrar a vida é trazer à memória a alegria da nossa ressurreição espiritual. É testificar a vitória da vida sobre a morte e anunciar a nossa libertação, reconstituindo o dia em que o Senhor Jesus levou cativo o cativeiro.
A experiência do carcereiro de Filipos é um dos exemplos mais fascinantes de celebração da vida.
O texto nos mostra alguns momentos compartilhados nesta celebração:
1 – A PROCLAMAÇÃO.
Em Atos 16. 29-31 diz:
29 Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas.
30 Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo?
31 Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.
O carcereiro estava disposto a suicidar-se porque achava que os presos haviam fugido.
Aquele carcereiro estava acostumado a conviver com a violência e a tortura. Ele conhecia a dor!
Ele estava acostumado com as práticas cruéis dos carrascos das prisões romanas.
Paulo e Silas eram apenas mais dois entre os muitos que ele tinha visto ser açoitados. Ele sabia o castigo que o esperava por deixar os presos fugirem e, por isso, estava desesperado e prestes a se suicidar.
Mas a proclamação da Palavra de Deus salvou a sua vida.
A pregação do evangelho anula o circuito de morte e restitui a vida.
2 – O ENSINO
Em Atos 16. 32 diz:
32 E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa.
Paulo e Silas fizeram uma proclamação imediata e urgente, mas era necessário estender a mensagem do evangelho à família do carcereiro.
Sua família precisava conhecer as bases do evangelho de Cristo e isto só poderia ocorrer através do ensino.
O carcereiro tomou a decisão de compartilhar com a sua família a experiência que ele tivera com Cristo.
Era uma experiência forte demais para ficar confinada nas celas e muros daquela prisão.
O evangelho tinha que chegar a família do carcereiro, que, por sua vez, o repassaria a outras pessoas.
3 – O SERVIÇO
Em Atos 16. 33 diz:
33 Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus.
“Cuidando deles... lavou-lhes...” – São expressões de serviço, de diaconia.
Ninguém que tenha tido a experiência do novo nascimento, da conversão, da restauração da vida, tem o direito de viver uma vida apática diante de Deus.
Deus não nos libertou da morte e do pecado para nos acomodarmos. Quem se acomoda na Igreja, não tenta se envolver, trabalhar, ou ainda não se converteu ou está precisando retornar ao primeiro amor.
Veja a mensagem do Senhor Jesus endereçada ao pastor e aos membros da Igreja de Éfeso:
Apocalipse 2. 1-5
1 Ao anjo da igreja em Éfeso escreve:
2 Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos;
3 e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer.
4 Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.
5 Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.
Será que Jesus está dizendo a mesma coisa ao pastor e aos membros da Igreja Presbiteriana da Tijuca?
4 – A COMUNHÃO
Em Atos 16. 34 diz:
34 Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus.
O coração do carcereiro explode de alegria! Sua alma entra em festa!
Sua casa se transforma em um point de comunhão.
Agora Paulo e Silas não são mais inimigos do carcereiro, mas todos são membros de uma mesma família... da família de Deus.
Somente o evangelho de Jesus Cristo tem o poder para transformar carcereiros em santos... inimigos em amigos...
Somente o evangelho de Jesus Cristo tem o poder para restaurar a comunhão partida...
Paulo tinha toda razão para dizer em Romanos 1. 16:
16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;
Esta história começa em uma prisão e termina em uma casa... começa com inimizade e termina em amizade... começa com mágoa e termina em perdão...
Começa com ódio e termina em amor... começa com dissensão e termina em reconciliação...
Começa com violência e termina com uma refeição na casa do ex-inimigo... começa com cheiro de morte e termina com vida!!!
E nós... Como vai terminar a nossa história???
Eu espero que a nossa história tenha o mesmo final que a história de Paulo, de Silas, do carcereiro de Filipos e de sua família...
Eu espero que a nossa história termine na comunhão... na aproximação dos filhos de Deus...
Reverendo Eurípedes da Conceição
Pastor Efetivo
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