VOLTE AO ALTAR!
Gênesis 12. 1-10
1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;
2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.
4 Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã.
5 Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as pessoas que lhes acresceram em Harã. Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram.
6 Atravessou Abrão a terra até Siquém, até ao carvalho de Moré. Nesse tempo os cananeus habitavam essa terra.
7 Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.
8 Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.
9 Depois, seguiu Abrão dali, indo sempre para o Neguebe.
10 Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra.
VOLTE AO ALTAR!
Uma das modalidades esportivas mais recentes é a maratona de paraplégicos.
Eu não sou muito ligado em competições esportivas, mas gosto das competições com paraplégicos porque eles demonstram uma capacidade enorme de auto-superação.
O mais importante nessa maratona não é ser o mais rápido, vencer a corrida e conquistar o primeiro lugar, mas, terminar a corrida e cruzar a linha de chegada.
Há algum tempo atrás foi realizada em Los Angeles uma maratona de paraplégicos.
O evento durou uma semana e contou com a cobertura da imprensa.
Muitas coisas atraíram a atenção da mídia naquela competição, mas o que chamou a atenção para valer não foi o primeiro colocado, mas o último colocado.
Todos conseguiram cruzar a linha de chegada, mas faltava um participante – Bob Wieland.
Bob perdera as duas pernas na Guerra do Vietnam, mas essa limitação não o impediu de participar da corrida e percorrer todo o trajeto se apoiando nos dois braços.
Finalmente, Bob cruza a linha de chegada e recebe os aplausos de toda uma platéia emocionada.
Mas essa não foi a única vez que Bob cruzou a linha de chegada. Ele já havia corrido em outras maratonas antes.
Ele realizou a façanha de atravessar o país em um período de três anos, apoiando-se apenas nos dois braços.
Bob se tornou um exemplo para outros deficientes físicos.
Quando ele cruzou a linha de chegada, os repórteres o entrevistaram. Ele disse: “Foi um milagre! Eu só consegui pela graça de Deus!”.
Bob tinha todas as razões do mundo para desistir, mas decidiu ir em frente e terminar a corrida.
Deus quer que você e eu façamos a mesma coisa!
Nossa “corrida” são os caminhos que o SENHOR demarcou para nós... São as trilhas que o SENHOR traçou para nós nesta vida.
Nós começamos bem a corrida, mas agora está muito difícil cruzar a linha de chegada.
Nós temos muitas razões para desistirmos! Mas em Gálatas 6, verso 9, Deus está dizendo:
“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos”.
Deus nos promete que, se não desfalecermos, vamos colher, no tempo certo, os frutos da nossa semeadura.
Em outras palavras, se não desfalecermos no meio da corrida, o SENHOR, em seu tempo, nos dará o prêmio da vitória.
E no reino de Deus a vitória não é daquele que chega primeiro, mas daquele que consegue cruzar a linha de chegada.
Em Gênesis 12, a partir do verso 1, temos um quadro que representa a nossa própria vida, a nossa carreira cristã.
É a história de Abraão – um homem que começou muito bem, mas vacilou em sua caminhada e acabou dando alguns passos para trás.
Sua história pode ser também a nossa história porque tanto a carreira de Abraão como a nossa carreira começam com a fé obediente.
Em Gênesis 12, versos 1 e 4 está escrito:
1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;
4 Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã.
Deus ordenou a Abraão que deixasse sua zona de conforto… deixasse seu ambiente, sua terra… e trocasse o conhecido pelo desconhecido.
A vida de Abraão se torna relevante por causa de sua fé obediente. Ele faz o que Deus lhe ordena.
Deus não lhe dá uma bússola de presente e diz: “Abraão! Siga por aqui ou por ali!”.
Abraão não sabe para onde está indo, mas ele obedece ao SENHOR porque confia que o SENHOR o conduzirá em sua jornada.
Todo grande projeto que realizamos para Deus segue os mesmos parâmetros da experiência de Abraão: Fé obediente!
O texto diz que Abraão deixou para trás vários altares que ele edificou ao SENHOR.
Em Gênesis 12, versos 7 a 9 diz que:
7 Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.
8 Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.
9 Depois, seguiu Abrão dali, indo sempre para o Neguebe.
Mas o verso 10 diz que:
10 Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra.
Observe que o verso 10 não consta que Abraão parou para edificar um altar como havia feito antes.
Você não acha estranho não haver neste versículo o registro de Abraão ter edificado um altar já que era esta a prática que ele vinha adotando desde o começo de sua jornada?
Em Siquem e Betel, ele edificou altares ao Senhor e recebeu a força necessária para ir adiante.
Mas quando chegou a Neguebe, foi confrontado pela fome, pelas dificuldades...
Não edificou um altar ao Senhor... Não consultou a vontade do SENHOR como fizera anteriormente... e perdeu o foco... perdeu a direção e desviou-se para o Egito.
Até então o que havia determinado a caminhada de Abraão era a sua fé e devoção, mas agora passa a ser a fome – a necessidade material.
Por causa da fome, ele mudou a sua rota e desceu ao Egito. Nada de altar!
Em que a história de Abraão se parece com a nossa história?
Os altares eram os vestígios do relacionamento de Abrão com o SENHOR.
No passado, nós também já edificamos alguns altares ao SENHOR, especialmente, naquelas ocasiões em que estávamos mais próximos dEle e entendíamos a Sua vontade com mais clareza.
Mas, logo depois, a nossa trajetória de fé obediente foi interrompida pelo desvio da fome... da necessidade material.
Nós tivemos que optar entre seguir adiante e voltar atrás... E, lamentavelmente, escolhemos voltar atrás!
No Egito, Abraão adotou uma estratégia de sobrevivência incompatível com a fé no Deus que o havia chamado.
Às vezes, nos encontramos em situação muito semelhante à de Abraão: a necessidade interrompe o nosso projeto de fé.
A busca por respostas, por segurança e alívio para nossas aflições nos desvia do caminho da vontade de Deus.
Se isso aconteceu ou tem acontecido com você, não desanime porque a corrida ainda não terminou!
Após muitas dificuldades no Egito, Abraão retoma a sua caminhada... Retoma o projeto original para o qual o SENHOR o havia chamado.
Em Gênesis 13, versos 3 a 4, diz o seguinte:
3 Fez [Abraão] as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai,
4 até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do SENHOR.
Observe o que diz o verso 4. Ele retorna do seu desvio e vai para o lugar onde ele havia construído o primeiro altar.
Ali ele invocou o nome do SENHOR.
Que bênção! Ele retornou ao ponto onde teve a sua experiência com Deus.
É assim que nós retornamos ao SENHOR. Retornando ao ponto onde nos desviamos.
O nosso altar talvez não seja um lugar, mas uma condição espiritual.
Por exemplo, precisamos retornar ao altar do Primeiro Amor.
Em nosso coração, precisamos voltar ao tempo em que Deus parecia estar mais próximo de nós e a sua vontade parecia mais clara.
Talvez você se sinta como Abraão, acossado pela fome, pela necessidade material, e forçado a se desviar do seu altar – do seu projeto de adoração e serviço ao SENHOR.
Ou talvez você se sinta como aquele maratonista paraplégico, tendo todas as razões para desistir.
Abraão não desistiu… o maratonista não desistiu…
E nós também não desistiremos porque o SENHOR está conosco e Ele nos ajudará a cruzar a linha de chegada.
Volte ao altar!
Reverendo Eurípedes da Conceição
Pastor Efetivo
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