SONDA-ME, Ó DEUS.

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139. 23-24).

INTRODUÇÃO

Nos dias 08 a 13 de agosto de 2006, minha família e eu tiramos uma semana de férias e viajamos para Lambari, uma importante cidade no “Circuito das Águas”, em Minas Gerais.

Fomos recebidos pelo Rev. Eli da Silva Costa, Pastor Jubilado, e sua esposa Carmen. Foram momentos preciosos de muitas conversas e comunhão espiritual.

Ali, eu tive o privilégio de aprender grandes lições com aquele “veterano” da fé.

Eu gosto muito de ouvir histórias. Daí a minha apreciação pelos idosos.

O Rev. Eli contou-me muitas histórias a respeito dos pastores do passado, homens que desbravaram a pregação do evangelho em nosso país.

As conversas eram empolgantes. Ele conhecera os personagens mais importantes do presbiterianismo nos últimos 60 anos: Rev. Antonio Elias, Rev. Benjamin Morais, Rev. Amantino Adorno Vassão, Rev. Zaqueu Ribeiro e muitos outros.

Ele tinha ouvido sermões de todos esses ícones da pregação do evangelho.

Mas o que chamou a minha atenção foi quando ele disse ter ouvido uma pregação do Rev. Zaqueu Ribeiro, que ele nunca esqueceu. Era o ano de 1959. O Sínodo Brasil Central se reuniu em Lambari.

Em uma noite o Rev. Zaqueu, com uma voz de baixo belíssima, cantou o hino 66 do Hinário Novo Cântico e a seguir pregou sobre o mesmo tema: “Sonda-me, ó Deus!”.

Esta história ficou tão bem registrada em meu coração que inspirou a preparar um sermão sobre este mesmo tema.

O Rev. Zaqueu jamais poderia imaginar que o tema do seu sermão pregado em 1959 na cidade de Lambari se tornaria fonte de inspiração para a mensagem de hoje, cujo tema é:

SONDA-ME, Ó DEUS!

Eu gostaria de começar fazendo duas perguntas:

1) Alguém aqui já presenciou a escavação de um poço de água?

2) Qual a diferença entre um poço comum e um poço artesiano?

Um poço comum não tem profundidade.

A água está mais próxima da superfície.

A água tende a ser de baixa qualidade.

Um poço artesiano tem grande profundidade.

A água é encontrada na camada de rochas impermeáveis.

A água é de boa qualidade.

A água é abundante!

Qual o segredo? O segredo é a técnica de sondagem!

O poço artesiano exige um equipamento de última geração, capaz de perfurar a rocha do solo e descobrir a melhor água.

A diferença entre o poço comum e o poço artesiano serve para ilustrar a nossa relação com Deus.

Somos incapazes de sondar nosso coração com a profundidade necessária. Daí a razão porque precisamos orar ao Senhor, como o salmista:

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (salmo 139. 23-24).

Por que o salmista pediu ao senhor para sondá-lo?

Ele queria:

1) Tomar as decisões certas.

2) Fazer escolhas certas.

3) Seguir na direção certa!

Por quê?

“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (provérbios 14. 12).

Somente Deus dispõe dos meios sobrenaturais para perfurar a rocha do nosso coração.

Precisamos orar:

“Sonda-me, ó Deus!”

“Conhece o meu coração!”

CONCLUSÃO

O verdadeiro auto-conhecimento não é resultado da nossa introspecção. A introspecção por si só não nos conduz ao perfeito conhecimento de nós mesmos.

Só conseguimos ver a nós mesmos quando há uma luz que vem de Deus.

Se quisermos limpar nosso rosto, o que fazemos? Apalpamos todo o rosto cuidadosamente com as mãos? É claro que não!

Procuramos um espelho e trazemos nosso rosto à luz. Nesta luz, todas as coisas ficam claras.

Permitir que o Senhor sonde o nosso coração é o caminho da iluminação.

O auto-exame é necessário, mas o meu verdadeiro conhecimento não vem do exame que faço em mim mesmo, mas de Deus sondar-me.

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139. 23-24).

Reverendo Eurípedes da Conceição
Pastor Efetivo


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