CASTELOS DE AREIA

Mateus 7. 24-27

24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha;

25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.

26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia;

27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.

Certa vez eu passeava na praia e comecei a observar que algumas pessoas levavam horas fazendo castelos de areia. Eram verdadeiras obras de arte.

Olhei mais adiante e vi algumas pedras no canto da praia. Lembrei-me que aquelas pedras estavam ali há milhares de anos.

Pensei naquelas duas cenas: os castelos de areia edificados pelas mãos hábeis do ser humano e as pedras edificadas pelas mãos perfeitas de Deus. Eram duas obras maravilhosas e dignas de apreciação.

No dia seguinte eu retornei a praia na esperança de apreciar aquele espetáculo novamente.

Mas qual a minha surpresa ao perceber que os belíssimos castelos de areia não estavam mais lá. Eles haviam sido desfeitos pelas ondas do mar.

Olhei para o canto da praia e constatei que as pedras continuavam lá. Resistiram à força das ondas como já vinham resistindo há milhares de anos.

Pensei na diferença entre as obras de Deus e as obras humanas: as obras de Deus permanecem, mas as obras humanas se desfazem.

Em certo sentido, muitas coisas em nossa vida parecem que são construídas sobre a areia.

São coisas que não prosperam e não permanecem. São amizades que duram enquanto são convenientes.

Para muitas pessoas, seu emprego tem se tornado um castelo de areia. Elas investem sua vida no trabalho, mas quando a empresa não precisa mais delas, perdem seu emprego.

A verdade é que ninguém está seguro. Relacionamento não dá segurança, casamento não dá segurança, família não dá segurança.

A onda do mar derruba nossos castelos de areia de um dia para o outro.

As coisas que, às vezes, damos mais valor são as mais vulneráveis.

Mas como sobreviver a força da onda?

Existe uma grande Rocha inabalável nesse mundo de castelos de areia. Essa Rocha é o Senhor Jesus.

O texto de Romanos 8 apresenta as grandes ondas da vida: As dificuldades, as mudanças, as tribulações, as tristezas, as angústias.

O versículo 37 diz: “... Em todas estas coisas somo mais do que vencedores por meio daquele que nos amou”.

A onda vem sobre nós, mas continuamos vencendo. Em Romanos 8. 38-39 diz: “Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

A Bíblia está falando de um relacionamento inquebrável. “Nada pode nos separar!” Deus jamais se divorcia de nós. Ele jamais nos abandona, não nos demite de sua empresa nem nos trai.

Vencidas as barreiras, é tempo de reatarmos nosso relacionamento com Deus. E uma boa maneira de começar é reconstruir a nossa vida sobre a Rocha, o fundamento do evangelho de Cristo. A Palavra de Deus.

Talvez você tenha construído a sua vida inteira sobre a areia... Mas chegou a hora de reconstruí-la sobre a Rocha que nenhuma onda e nenhum vento forte pode derrubar.

Retomando a história: naquele dia em que eu estive na praia e olhei para as rochas, eu percebi que elas venceram todas as ondas e permaneceram firmes no mesmo lugar.

Acontece o mesmo quando você sabe que pertence a Jesus Cristo. Quando a nossa vida está edificada sobre a Rocha dos Séculos, que é o Senhor Jesus, nada nos abala. Ele nos dá a força necessária para sobrevivermos às tribulações.

Jesus é a Rocha na qual precisamos construir nossa vida.

Reverendo Eurípedes da Conceição
Pastor Efetivo


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